La Paz: Ponto de partida para o nosso mochilão


Se me perguntassem algumas semanas atrás o que eu diria se algum amigo meu estivesse interessado em ir a Bolívia, eu responderia: NÃO VÁ! Mas passando as raivinhas dos perrengues vividos e abstraindo todos os problemas que tivemos que resolver de última hora, eu digo: VÁ SIM, mas antes, algumas dicas importantes...

Nós chegamos na Bolívia por La Paz, que é capital federal e terceira cidade mais populosa do país. Nosso roteiro começava com dois dias por lá para conhecer a cidade e pontos turísticos, mas La Paz se encontra a 3.660 metros acima do nível do mar, e esses dois dias foram passados com muito esforço, sentindo muita dor de cabeça e enjoo. La Paz é passagem para muitos mochileiros na rota conhecida por Bolívia-Peru-Chile, e cheia de brasileiros e turistas do mundo inteiro pelas ruas.

COMO CHEGAR
Saímos do Rio de Janeiro com a Latam (saiba como foi viajar com a Latam), e fomos para La Paz com duas conexões, uma em Foz do Iguaçu e outra em Lima, no Peru. A viagem ao todo durou 14 horas e, apesar de demorada devido as conexões, foi bastante tranquila, exceto por chegarmos 3h da manhã na cidade. Tivemos que pagar 80 bolivianos de táxi para o Hostel, sendo que o preço normal da corrida é de 50/60 bolivianos. Foi aí que descobrimos o hobbie favorito de alguns bolivianos: se dar bem em cima de turistas cansados ou desespedados.

QUE MOEDA LEVAR
Antes de viajar, fiz essa pergunta para várias pessoas, entre elas, blogueiros e brasileiros em grupos de facebook e, por unanimidade, a resposta foi "leva dólares e reais e veja o que é melhor para trocar lá". PEEEEEEENNNN, resposta errada! Tudo o que eu mais queria nessa vida era que alguém tivesse mandado eu levar tudo em dólar. É difícil trocar real por um valor "justo" lá, as pessoas que trocam na rua costumam cagar na sua cabeça se você tiver real para trocar e as casas de câmbio, em sua maioria, só trocam notas de 100 reais. Sou de humanas, mas nas minhas continhas teria sido melhor levar só dólar mesmo, pela praticidade e pelo custo.

ONDE SE HOSPEDAR
Bom, depende. La Paz é a cidade do depende. Depende do que você quer fazer lá, do tipo de viagem que está fazendo, do conforto que necessita e do quanto quer pagar por um lugar pra dormir. 

Foi muito tempo de pesquisa na internet para decidir onde ficaríamos. Achei as opções bem carinhas para o que estavam oferecendo, e como passamos por La Paz duas vezes pois tivemos alguns imprevistos durante nossa viagem, acabamos ficando em dois lugares diferentes. Na primeira passagem, ficamos no hostel York B&B, na rua Sagarnaga e juro, foi uma ótima escolha. Ficamos bem pertinho de tudo o que queríamos fazer nos primeiros dias da viagem, perto da praça principal, de terminal de ônibus, da Plaza Murillo e alguns passos do mercado das bruxas. Lembro que escolhi esse hostel no Booking pela localização, elogios ao chuveiro quente e por ter cozinha de uso compartilhado, mas chegando lá descobri que a cozinha estava fechada para obras. 
Fica a dica: envie um e-mail para o hostel confirmando se tem cozinha, acredite, você vai precisar!

Na mesma rua, um pouco mais para cima, tem outras escolhas mais em conta, como o Maya Inn, que ficamos dois dias na nossa segunda passagem, mas parecia um cenário de filme de terror com chuveiro gelado. Não indico pois sei que tem opções mais baratas e melhores, mas como nossa segunda reserva foi feita em cima da hora e não tinha mais quase nenhum lugar vago na cidade, ficamos por lá mesmo.

Se você estiver em La Paz para fazer os pontos turísticos que a cidade oferece, como passeios a pé, museus e teleférico, fique próximo ao centro! Nos primeiros dias você vai sentir muito o mal da altitude então quanto mais perto dos locais você estiver, menos tempo de viagem você vai perder. Agora se você estiver em La Paz para fazer tour do Valle de La Luna, Chacaltaya ou bike na estrada da morte, pode ficar tranquilo quanto a localização, a maioria das agências te buscam na sua hospedagem e tem agência para todos os lados.

Invista mais em um hostel com cozinha compartilhada do que com boa localização, se eu tivesse que escolher entre um e outro, com certeza escolheria a cozinha. Não é difícil andar por lá e tem mercados onde você pode comprar muita coisa gastando bem pouco e, sério, você não vai comer bem com preço justo em nenhum lugar de La Paz, nem adianta tentar. 

COMO SE LOCOMOVER
Os ônibus em La Paz são bem antigos e bonitinhos, Jéssika ficou louca para andar em um deles logo quando chegamos mas não sabíamos para onde iam e nem nos localizar por lá. Acabamos andando no segundo dia e é extremamente fácil e barato. Os ônibus em si custam um preço para nativos e outro para turistas, pagamos 3 bolivianos cada uma para ir da Praça San Fracisco para o cemitério da cidade, onde andamos para o teleférico e pesquisamos preços de passeios. As vans são mais baratas pois são menos turísticas, custaram 3 bolivianos para as duas.



COMO SE LOCALIZAR NA CIDADE
Basicamente da para fazer quase tudo caminhando, dependendo da sua disposição e vontade. No nosso último dia na cidade, estava acontecendo um desfile universitário por lá e a rua principal e arredores estavam fechadas, ou seja, andamos da Sagarnaga para a rodoviária com mochilão e tudo, é perto e da pra fazer tranquilo se estiver sem peso, nós sofremos um pouquinho mas chegamos vivas!

No mapa abaixo tem as localizações básicas do centro e o que vai precisar saber. Acima da rua que ficamos hospedadas tinha um mercadinho bem parecido com os nossos daqui, onde você compra água mais barata, biscoitos mais baratos, frutas, legumes e tudo mais que desejar. Da pra se manter com "pouco" se tiver uma cozinha disponível. 

Nos próximos posts falaremos mais sobre La Paz e outros pontos da Bolívia que passamos! Qualquer dúvida, deixe um comentário que entraremos em contato para ajudar.

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